Turnê de divulgação do Livro Geoparque Corumbataí chega a Santa Gertrudes

Nesta quinta, 2 de fevereiro, a equipe do Projeto Geoparque Corumbataí esteve em Santa Gertrudes para dar sequência a turnê de divulgação do Livro do Geoparque Corumbataí, lançado em novembro de 2022.

A equipe foi calorosamente recepcionada pelo Prefeito Lázaro Noé da Silva (o Gino da Farmácia), pela Secretária de Meio Ambiente, Marie Caroline Koch de Moraes, pelo Secretário de Cultura e Turismo, Lázaro Maciel, a Diretora de Meio Ambiente Flávia Crivellari e a Representante da Educação, Marina Duarte Cattae Lima.

Da esquerda para a direita: Secretário de Cultura e Turismo, Lázaro Maciel; Secretária de Meio Ambiente, Marie Caroline Koch de Moraes; Diretora de Meio Ambiente Flávia Crivellari;  Representante da Educação, Marina Duarte Cattae Lima; Geólogo André de Andrade Kolya; Prefeito Lázaro Noé da Silva; Profa. Mariselma Ferreira Zaine e Prof. José Eduardo Zaine.
Da esquerda para a direita: Secretário de Cultura e Turismo, Lázaro Maciel; Secretária de Meio Ambiente, Marie Caroline Koch de Moraes; Diretora de Meio Ambiente Flávia Crivellari; Representante da Educação, Marina Duarte Cattae Lima; Geólogo André de Andrade Kolya; Prefeito Lázaro Noé da Silva; Profa. Mariselma Ferreira Zaine e Prof. José Eduardo Zaine. Foto: Pâmela (Prefeitura de Santa Gertrudes).

Durante a reunião, a equipe do Geoparque fez uma retrospectiva das ações do projeto em Santa Gertrudes e apresentou a relevância do município dentro do livro. A relação do Projeto com Santa Gertrudes começou em 2017 e, desde então, foram desenvolvidas diversas visitas, pesquisas científicas e materiais educativos.

Rodovia com placa marrom, turística, indicando a entrada no território Geoparque Corumbataí
Concepção ilustrativa do portal do território Geoparque Corumbataí. Fonte: PGp Corumbataí.

Santa Gertrudes está representada no Livro em diversos mapas, quadros, gráficos e tabelas com informações ambientais, culturais e socioeconômicas. O município se destaca por ser o portal de entrada no território do Geoparque Corumbataí para a região de Limeira, Campinas e São Paulo. O Mirante “Mata do Caju”, um dos Geossítios de destaque, é um ponto de parada obrigatório para os ciclistas admirarem o Front completo da Serra de Itaqueri, algo único do município.

Além disso, Santa Gertrudes é o maior polo cerâmico das Américas em produção e o segundo maior do mundo. A relevância dos serviços ambientais relacionados à Indústria Cerâmica tem grande impacto no turismo educativo (com escolas visitando pedreiras e indústrias) e de negócios. A Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (ASPACER) é uma das apoiadoras do Livro do Geoparque.

Por fim, a equipe comentou sobre a estratégias de ressignificação das antigas pedreiras de argila, que têm potencial para se tornarem museus a céu aberto ou até mesmo reservatórios de água para abastecimento público.

Durante a crise hídrica, as pedreiras de Santa Gertrudes forneceram água para abastecer o município de Cordeirópolis, demonstrando o importante papel deste recurso na Integração Regional

Prefeito Lázaro Noé da Silva

O Livro tem grande potencial de uso na Educação, como fonte de informações para professores e alunos, que poderão aprender sobre as características do território e a evolução da história natural, sempre pautadas nas atributos propios do município, fortalecendo, assim, o sentimento de pertencimento da comunidade.

Além disso, o Livro é uma excelente lembrança para os turistas que visitam o território levar para casa e presentear amigos e parentes. A divulgação orgânica deve aguçar cada vez mais pessoas a conhecer as belezas e patrimônios de Santa Gertrudes e região.

Equipes discutem potencialidades do território e parcerias. Foto: Pâmela (Prefeitura de Santa Gertrudes).

A partir deste encontro, a Prefeitura de Santa Gertrudes e a equipe do Geoparque Corumbataí devem firmar novas parcerias para viabilizar a disponibilização de livros para a comunidade e para desenvolver ainda mais atividade de educação geoética e cidadã.

Você também pode adquirir um exemplar do Livro Geoparque Corumbataí, e com isso, contribuir com o desenvolvimento do Projeto.

Imagem da capa do Livro Geoparque Corumbataí, mostrando o título da obra, os nomes dos organizadores e das instituições apoiadoras e uma foto, de autoria de André Kolya, mostrando parte da Serra de Itaqueri, no município de Itirapina.

Lançamento do Livro Geoparque Corumbataí

Lançamento do Livro Geoparque Corumbataí

Por: Febrageo

Cartaz de divulgação do lançamento do livro indicando a data, horário e canais que farão a transmissão.

O Instituto de Geociências e Ciências Exatas – IGCE/UNESP, a Federação Brasileira de Geólogos – FEBRAGEO e demais as entidades responsáveis pelo lançamento do livro Projeto Geoparque Corumbataí: a relevância do patrimônio geológico na valorização do território, gostariam de convidá-las(os) a participar da mesa de lançamento deste livro, que ocorrerá de modo virtual no dia 22/11/2022 (terça-feira) às 17:00h, com transmissão ao vivo pelo canal da FEBRAGEO no Youtube.

O livro discute a proposição do Geoparque Corumbataí, na região central do Estado de São Paulo, território que busca se organizar para ser reconhecido pela UNESCO, em futuro próximo, na Rede Global de Geoparques Mundiais. O projeto é coordenado e desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (IGCE/UNESP), sendo alicerçado nos patrimônios naturais físicos (Geodiversidade), sua interface com a Geoconservação e o Geoturismo, contribuindo para o desenvolvimento regional sustentável.

O livro é concebido considerando diferentes temas relacionados do Projeto Geoparque Corumbataí, dentre os quais destacam-se: histórico do projeto; geoconservação e suas vertentes; geoparques e o exercício profissional em geodiversidade; caracterização do território do Corumbataí; legislação ambiental; gestão das águas; história geológica e arqueologia da região do Geoparque Corumbataí; geopatrimônio e geossítios; turismo e desenvolvimento social local; e educação para a geoconservação.

Tem como objetivo principal divulgar conhecimentos da Geologia e da Geoconservação, mostrando a importância do conhecimento da Geodiversidade e das atividades realizadas por profissionais da Geologia e das Geociências. É utilizada uma linguagem acessível, com muitas ilustrações para atrair a atenção do público jovem e da população em geral, buscando popularizar os conhecimentos das Geociências abordados.

Os Geoparques podem ser considerados como soluções do Século 21 para geoconservação de áreas relevantes, a partir do seu uso geoturístico e educacional e do comprometimento das populações residentes no território. Os Geoparques da UNESCO são áreas geográficas únicas e unificadas onde os sítios e paisagens com significância internacional e geridos com um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Possui uma abordagem “de baixo para cima” porque combina conservação com desenvolvimento sustentável e envolvimento das comunidades locais.

O livro “Projeto Geoparque Corumbataí (SP): a relevância do geopatrimônio na valorização do território” será importante elemento a compor a documentação a ser enviada ao Ministério das Relações Exteriores e ao Escritório da UNESCO em Paris, junto ao Conselho Executivo do Programa Mundial de Geoparques UNESCO, para o reconhecimento de mais um Geoparque em território brasileiro, sendo que a inserção da logomarca do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, como entidade patrocinadora, agrega valor a essa solicitação.

O projeto de publicação do livro “Projeto Geoparque Corumbataí (SP): a relevância do geopatrimônio na valorização do território” é uma iniciativa do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – IGCE/UNESP, em parceria com docentes UNESP e da Universidade de São Paulo (USP), com apoio do Consórcio PCJ – Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O livro conta, ainda, com apoio de outras entidades nacionais como a Federação Brasileira de Geólogos – FEBRAGEO e entidades estaduais de geologia.

Desejamos uma ótima leitura e boa viagem por esse importante patrimônio geológico brasileiro.

Realização: IGCE/UNESP, Febrageo, APG-SP e Geoparque Corumbataí

Patrocínio Master: Confea e Mutua

Apoio: Calcário Patercal, Consórcio PCJ e ASPACER

Eleições 2020: Carta de Compromisso com a Geoconservação

Eleições 2020: Carta de Compromisso com a Geoconservação

Com a chegada das eleições municipais de 2020, a equipe do Projeto Geoparque Corumbatái preparou uma agenda de políticas públicas para o fortalecimento da Geoconservação no território. Apresentamos uma Carta de Compromisso para que canditados e candidatas possam aprofundar os debates nestes temas e manifestar compromisso com a causa.

Para a acessar a Carta de Compromisso, clique no link abaixo:

Carta de Compromisso pela Geoconservação do Território do Geoparque Corumbataí

Para oficializar seu apoio, envie a Carta de Compromisso assinada para o e-mail:

contato@geoparkcorumbatai.com.br

Geoturismo de Ipeúna é foco de estudo da Unesp Rio Claro

Modalidade tida como a mais recente entre os tipos de turismo de natureza, o geoturismo vem ganhando espaço na pauta de pesquisas de algumas universidades do país. E com um olhar bastante inclusivo. Agrega também aspectos educacionais e culturais. É o caso do trabalho “Proposta de roteiros geoturísticos para o município de Ipeúna-SP: Subsídios para o planejamento turístico”, de Marina Ciccolin de Almeida.

O estudo foi apresentado como trabalho de conclusão de curso ao Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), campus de Rio Claro, SP, para a obtenção do grau geólogo. E faz um levantamento minucioso do potencial geoturístico do município com vista ao desenvolvimento sustentável, à preservação do patrimônio histórico e cultural e ao fomento à educação.

Com orientação do professor doutor José Eduardo Zaine e coorientação do mestre André de Andrade Kolya, ambos da Unesp Rio Claro, o trabalho foi apresentado à banca examinadora em dezembro de 2019, no anfiteatro da Biblioteca Unesp. Compuseram a banca, além do professor Zaine, o professor doutor Washington Barbosa Leite Júnior e o doutor Flávio Henrique Rodrigues.

Ao longo de um ano de trabalho de campo e bibliográfico, com auxílio de sensoriamento remoto e cartografia, Marina Ciccolin elencou os pontos mais pertinentes ao turismo natural e histórico/cultural no município. Com os dados coletados e processados, chegou às 15 localidades mais representativas ao geoturismo local, reunidas num mapa elaborado pela autora. Parte delas, aquelas com turismo natural e entrada franqueada ao público geral, transformou-se em uma proposta de roteiro tripartida.

O primeiro roteiro, chamado Caminho das Rochas, é voltado sobretudo à comunidade científica e a estudantes universitários e de ensino médio. Olhar para os quatro afloramentos ali presentes é vislumbrar um passado muito distante, de eras como a Paleozoica e a Cenozoica ou do período Triássico. Sítios arqueológicos e jazidas fossilíferas fazem parte do roteiro, onde é possível encontrar fragmentos de ossos de mesossauros de cerca de 250 milhões de anos.

O segundo, denominado Caminho das Águas, contempla rios e cachoeiras. Tem forte apelo com a comunidade local e turistas que visitam a cidade em busca de recreação em suas águas. Nesse roteiro também se encontra um importante sítio arqueológico, com vários achados de origem lítica, como pontas de lança, raspadores e machados (datados de cerca de 11 mil anos).

Por fim, o Caminho da Natureza propõe uma abordagem geoecológica. Busca associar os aspectos da geodiversidade com os da biodiversidade. Chamam atenção aqui características marcantes do relevo, como as cuestas e os morros testemunho, e suas relações com as interações ecológicas. É a meca dos esportes off-road. Mas não só. Caminhada, observação de flora e fauna, pesquisa acadêmica… Versatilidade é a marca do Caminho da Natureza.

As rochas, as águas, a natureza. Geoturismo de Ipeúna é marcado por diversidade de roteiros e enfoques, do científico e acadêmico ao esportivo e contemplativo.

A profusão de roteiros justifica-se. Município do centro-leste do estado de São Paulo, Ipeúna se assenta em uma área de interface entre cuestas basálticas e a depressão paulista. Vem daí grande parte das belezas naturais e geológicas do entorno, com atributos espeleológicos, estratigráficos, geomorfológicos, paleontológicos, arqueológicos e ambientais.

É toda essa riqueza peculiar que faz de Ipeúna um dos oito municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Corumbataí que dão forma ao Projeto Geoparque Corumbataí. A iniciativa de preservação do patrimônio natural, histórico e cultural com difusão do geoturismo conta ainda com o apoio da Unesp Rio Claro, da Unicamp e do Consórcio PCJ.

Serra do Itaqueri. Na paisagem de cartão-postal, vocação para o geoturismo com cavernas, cachoeiras, paredões e Mata Atlântica. Segundo Marina Ciccolin, afora os esportes off-road, há espaço para atividades como rapel e montanhismo.

Em uma cidade com economia dependente da indústria, roteiros geoturísticos como esses podem ser o ponto de virada para o desenvolvimento de uma economia de caráter sustentável. E mais. Ao valorizarem e colocarem o patrimônio geológico na mira dos turistas, podem incrementar o comércio da cidade, contribuindo para a geração de renda e seu desenvolvimento.

Além disso, o trabalho tem outro mérito. Historicamente, costumamos negligenciar os aspectos abióticos em favor dos bióticos. Sobretudo quando o assunto é proteção ambiental. Como se pudessem ser desconectados ou se o segundo contivesse maior valor intrínseco. Ao dispor os elementos geológicos no centro da atratividade, da diversidade natural e da conservação, junto da fauna e flora, a autora nos ajuda a entender a amplitude e as potencialidades dos elementos geológicos e a importância da geoconservação.

Marina Ciccolin (à esquerda) durante apresentação de sua pesquisa: “A principal atividade econômica de Ipeúna é o setor industrial. O geoturismo surge como alternativa para o desenvolvimento econômico sustentável. Além disso, é capaz de envolver a comunidade local na valorização do patrimônio geológico e proporcionar, através de estratégias predefinidas, a geoconservação”.

Lançamento da série “Ensino e História de Ciências da Terra” ocorre no dia 14

Entre os livros está o volume 3: “Geoparque Corumbataí”, que apresenta os primeiros passos para tornar a Bacia do Corumbataí um Geoparque de relevância internacional para desenvolvimento local e regional.

O lançamento da coleção de livros da série “Ensino e História de Ciências da Terra” acontece na terça-feira, 14 de agosto, às 14h, na sala IG 220 do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento é aberto ao público e integra o início das aulas do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra, com a disciplina “EH 001 – Seminários”, ministrada pelo Professor Pedro Wagner Gonçalves.

A coleção inédita é formada por quatro livros que refletem as linhas de pesquisa do Programa e foram elaborados por seus professores e alunos, e, além de apresentarem o Programa, podem ser tidos como verdadeiros convites para que os interessados conheçam e participem dos referidos projetos. As obras são: volume 1 – Entrelaçando saberes a partir da Ciência do Sistema Terra: Formação Continuada de Professores por meio de pesquisa colaborativa; o volume 2 – Programa Aquífero Guarani: Unindo água subterrânea e história da Terra à consciência ambiental; o volume 3 – Geoparque Corumbataí: Primeiros passos de um projeto de desenvolvimento regional; e o volume 4 – Educação, Ambiente e Aprendizagem Social: reflexões e possibilidades à geoconservação e sustentabilidade.

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Na oportunidade, haverá a palestra “Importância dos eventos científicos na formação acadêmica”, apresentada pelo Prof. Dr. Alexandre Martins Fernandes.

Os livros foram apresentados durante a oitava edição da Conferência Internacional de Educação em Geociências e VIII Simpósio Nacional de Ensino e História de Ciências da Terra, ocorridos entre os dias 22 a 27 de julho, no Centro de Convenções e Instituto de Geociências da Unicamp.

Alexandre Martins Fernandes

Alexandre M. Fernandes é Doutor e Mestre em Ciências pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura – CENA USP. Fez pós-doutorado na Faculdade de Engenharia de Bauru da UNESP (2017). É professor do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra do Instituto de Geociências da UNICAMP e do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento do Instituto de Geociências e Ciências Exatas de Rio Claro da UNESP, desde 2017.

Nathalie Gallo – Jornalista

MTB 0082608/SP