Projeto Geoparque Corumbataí recebe excursão inaugural de calouros do curso de geologia da Unesp

Projeto Geoparque Corumbataí recebe excursão inaugural de calouros do curso de geologia da Unesp

Nesta quinta, dia 31/03/22 o território do Projeto Geoparque Corumbataí recebeu a visita ilustre da turma de ingressantes do curso de Geologia da Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro.

Ingressantes iniciando a trilha para visitar um dos Geossítios de Proteção do Projeto Geoparque Corumbataí, na região de Itirapina.
Ingressantes iniciando a trilha para visitar um dos Geossítios de Proteção do Projeto Geoparque Corumbataí, na região de Itirapina.

A excursão é uma tradição que há anos faz parte das atividades de recepção dos ingressantes. Nesta data, os calouros do curso de Geologia percorrem trilhas e visitam elementos da Geosiversidade do território para conhecer o básico do dia a dia de um geocientista.

Este ano marcou a retomada da excursão, após 2 anos de pausa por restrições impostas pela pandemia do COVID-19. Além de cerca de 30 ingressantes, o roteiro contou com a participação dos Professores Doutores George Luiz Luvizotto e Giancarlo Scardia, do Departamento de Geologia da Unesp Rio Claro; do Geólogo André Kolya, da equipe de coordenação do Projeto Geoparque Corumbataí; e de cerca de 10 alunos monitores do curso de Geologia da Unesp.

Ingressantes observam as rochas e processos que modelaram a cachoeira que compõem os Geossítios do Projeto Geoparque Corumbataí.
Ingressantes observam as rochas e processos que modelaram a cachoeira que compõem os Geossítios do Projeto Geoparque Corumbataí.

Durante o dia, o grupo visitou 3 importantes geossítios do território Geoparque Corumbataí. O primeiro ponto visitado foi uma exuberante cachoeira, junto às nascentes do Rio Passa-Cinco. Em seguida, os visitantes seguiram para o Morro do Fogão, um impressionante mirante de onde também se avista o Cruzeiro do Facão, o terceiro geossítio visitado.

Participantes em fila, percorrendo trilha do Geossítio Morro do Fogão.
Participantes em fila, percorrendo trilha do Geossítio Cruzeiro do Facão.

Durante a excursão, os visitantes tiveram a oportunidade de aprender noções básicas de trabalho de campo, incluindo equipamentos utilizados, métodos de trabalho e noções de segurança. Além disso puderam ter o primeiro contato com algumas questões geológicas, explicada pelos professores participantes usando a Geodiversidade da território Geoparque Corumbataí.

Professores da Unesp explicam aos ingressantes alguns dos materiais básicos utilizados em trabalhos de campo ao longo da vida acadêmica e profissional dos geocient´istas.
Professores da Unesp explicam aos ingressantes alguns dos materiais básicos utilizados em trabalhos de campo ao longo da vida acadêmica e profissional dos geocient´istas.

Para alguns ingressantes, as trilhas em contato com a natureza já eram um costume. Para outros, o dia foi repleto de novidades. Segundo depoimentos dos participantes, essa excursão inaugural, serviu para animar ainda mais as expectativas com o curso de Geologia.

“Apesar de ter tido uma certa dificuldade perto do fim do campo, é extremamente gratificante chegar ao final. É uma experiência única poder aprender com um lugar tão lindo. Eu senti que observar a paisagem depois de ter passado pelas dificuldades e pela adrenalina tem muito mais valor. O meu primeiro campo é algo que vou levar pra vida toda.”

Giovanna Marchesin, ingressante 2022 do curso de Geologia da Unesp Rio Claro
Ingressantes descansam e aproveitam a vista, após percorrer mais de 10 km em trilhas para conhecer os Geossítios do Projeto Geoparque Corumbataí. A excursão contou com explicações geológicas sobre como essas paisagens são formadas.
Ingressantes descansam e aproveitam a vista, após percorrer mais de 10 km em trilhas para conhecer os Geossítios do Projeto Geoparque Corumbataí. A excursão contou com explicações geológicas sobre como essas paisagens são formadas.

O curso de Geologia da Unesp, considerado um dos mais tradicionais do Brasil, tem a duração de 5 anos e é gratuito, com inscrição pelo vestibular da Vunesp. Para saber mais, clique aqui. A turma de ingressantes desde ano reuniu pessoas de diversas cidades do estado de São Paulo, outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, e até mesmo uma ingressante de São Tomé e Príncipe.

“Com certeza o que mais me marcou foi a vista, ainda mais pra mim que nunca tinha feito trilhas ou nada do tipo. Experiência surreal de incrível, recomendo pra todo mundo.”

Fernando Pinho, ingressante 2022 do curso de Geologia da Unesp Rio Claro

A equipe do Projeto Geoparque Corumbataí parabeniza todos os ingressantes e fica muito feliz de poder colaborar essa excursão tão marcante para esses jovens aprendizes de geociências.

Geólogos da USP fazem treinamento no Geoparque Corumbataí

Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2022, equipes de alunos e professores do curso de Geologia da Universidade de São Paulo, estiveram presentes no território do Geoparque Corumbataí. As visitas fazem parte da disciplina de Mapeamento Geológico de Terrenos Sedimentares, matéria indispensável para a formação de profissionais de Ciências da Terra.

Para acessar os afloramentos, os estudantes tem que percorrer estradas e trilhas, passando por locais de difícil acesso porém com belas paisagens.
Para acessar os afloramentos, os estudantes tem que percorrer estradas e trilhas, passando por locais de difícil acesso porém com belas paisagens.

Segundo o Prof. Dr. Paulo César Boggiani, coordenador da atividade, este evento representou a volta das atividades de campo após paralisação devido ao isolamento imposto pela pandemia de COVID-19. Graças à vacinação de todos os envolvidos, além do cuidado no uso de máscaras de proteção, a atividade foi realizada com muita segurança.

Mesmo com toda a segurança relativa aos cuidados com a COVID-19, os participantes tiveram que superar desafios como sol forte, chuvas intensas e barro.
Mesmo com toda a segurança relativa aos cuidados com a COVID-19, os participantes tiveram que superar desafios como sol forte, chuvas intensas e barro.

O treinamento foi realizada em duas etapas, a primeira ocorrida nos dias 31 de janeiro a 5 de fevereiro e a segunda durante os dias 12 a 17 de fevereiro. Com isso, as equipes passaram 12 dias percorrendo as principais rodovias e estradas rurais dos municípios de Charqueada e Ipeúna.

Alunos observam um afloramento de rochas sedimentares, localizado à beira da Rodovia SP-191.
Alunos observam um afloramento de rochas sedimentares, localizado à beira da Rodovia SP-191.

As atividades se concentraram em uma região do território conhecida no meio geocientífico como Alto Estrutural de Pitanga (ou Domo de Pitanga). Essa região é um dos principais geossítios do Projeto Geoparque Corumbataí por abrigar, em uma pequena área, grande parte da Geodiversidade e do Geopatrimônio da Bacia Sedimentar do Paraná no estado de São Paulo. Dessa forma, durante os 12 dias de mapeamento, os visitantes puderam conhecer formações geológicas que contam uma história de cerca de 300 Milhões de anos no passado.

Exemplo de afloramento rochoso mapeado pelos estudantes, exibindo rochas magmáticas que remontam a uma história geológica de mais de 120 Milhões de anos.
Exemplo de afloramento rochoso mapeado pelos estudantes, exibindo rochas magmáticas que remontam a uma história geológica de mais de 120 Milhões de anos.

Durante o treinamento, os alunos passaram por diversas dificuldades como sol forte, chuvas intensas, muito barro, além de longas horas de viagem e caminhada. Tudo isso enquanto aprendiam, investigavam e registravam toda a Geodiversidade do território para a confecção de relatórios e mapas. Depois do um longo dia de trabalho, as equipes ainda se reuniam no período da noite para passar a limpo as anotações feitas durante o dia e catalogar as amostras coletadas.

Durante a noite os estudantes se reúnem novamente para passar a limpo as informações anotadas durante o dia, plotar os dados nas cartas topográficas e catalogar as amostras de rochas.
Durante a noite os estudantes se reúnem novamente para passar a limpo as informações anotadas durante o dia, plotar os dados nas cartas topográficas e catalogar as amostras de rochas.

Além de conhecer e estudar a Geodiversidade do território por meio dos geossítios, os visitantes tiveram o privilégio de encontrar elementos muito raros do patrimônio geológico e cultural, incluindo um tronco de árvore fossilizado e uma ponta de flecha pré-histórica. Este material foi registrado e notificado aos especialistas de arqueologia para auxiliar em novas pesquisas científicas. Este é um importante exemplo de como o turismo científico colabora com o avanço do conhecimento do território.

Artefato arqueológico, uma provável ponta de flecha, produzida por povos pré-históricos que viveram milhares de anos atrás no território do Geoparque Corumbataí. De grande relevância científica, este material foi notificado ao centro de pesquisa especializado em materiais arqueológicos.
Artefato arqueológico, uma provável ponta de flecha, produzida por povos pré-históricos que viveram milhares de anos atrás no território do Geoparque Corumbataí. De grande relevância científica, este material foi notificado ao MAE, um importante centro de pesquisa especializado em materiais arqueológicos.

O turismo científico também é um importante aliado no desenvolvimento sustentável do território. Com a participação de cerca de 100 pessoas, ao longo dos 12 dias de treinamento, a atividade colaborou com a geração de empregos e renda em serviços de transporte, hospedagem e alimentação. Para viabilizar o treinamento, a USP mobilizou uma grande frota de veículos e motoristas.

Frota de veículos disponibilizados pela Universidade de São Paulo para as atividades de treinamento dos alunos
Frota de veículos disponibilizados pela Universidade de São Paulo para a realização das atividades de treinamento dos alunos de Mapeamento Geológico de Terrenos Sedimentares.

O Mapeamento Geológico de Terrenos Sedimentares é uma disciplina obrigatória dos cursos de Geologia e, além da USP, outras universidades como Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Goiás (UFG), entre outras, também usam o território do Geoparque Corumbataí como laboratório de treinamento.

Mapa dos Patrimônios Naturais do território do Projeto Geoparque Corumbataí. A atividade de campo foi realizada na região de Ipeúna e Charqueada.
Mapa dos Patrimônios Naturais do território do Projeto Geoparque Corumbataí. A atividade de campo foi realizada na região de Ipeúna e Charqueada.

Dessa forma, todos os anos, nossa região é anualmente visitada por centenas de estudantes, professores, técnicos e pesquisadores, que ajudam a consolidar o conhecimento científico e a trazer desenvolvimento para o território.

Fotos gentilmente cedidas pelo Prof. Dr. Paulo César Boggiani.

Equipe do Geopark Corumbataí realiza visita técnica a geossítios

Grupo passa por trecho de alto risco em trilha para visita à geossítio no município de Ipeúna. Foto: Kolya AA 2019.
Grupo passa por trecho de alto risco em trilha para visita à geossítio no município de Ipeúna. Foto: Kolya AA 2019.

Visita técnica permitiu uma melhor compreensão do panorama da Geodiversidade da região, bem como o alinhamento de estratégias do Projeto Geopark Corumbataí.

Neste final de semana, 10 de maio, uma equipe de 10 pesquisadores do Projeto Geopark Corumbataí percorreu trecho da Serra de Itaqueri para uma visita técnica a geossítios.

O grupo reuniu discentes e docentes das universidades Unesp Rio Claro e Unicamp Limeira. Para alguns do grupo, foi o primeiro contato com alguns elementos do geopatrimônio, como cavidades naturais.

A Cachoeira da Saltão, em Itirapina, foi um dos pontos visitados pela equipe. O paredão rochoso no qual a cachoeira se desenvolve, é composto por rochas formadas por lava solidificada há mais de 100 milhões de anos. Foto: Kolya AA 2019.
A Cachoeira da Saltão, em Itirapina, foi um dos pontos visitados pela equipe. O paredão rochoso no qual a cachoeira se desenvolve, é composto por rochas formadas por lava solidificada há mais de 100 milhões de anos. Foto: Kolya AA 2019.

O objetivo da atividade foi apresentar o panorama da Geodiversidade da região a toda a equipe. Além disso, aproveitou-se a oportunidade para alinhar as diversas estratégias de Geoconservação adotadas no âmbito do Projeto.

Os geossítios visitados estão localizados nos municípios de Ipeúna e Itirapina. O grupo conheceu mirantes, cavidades naturais, cachoeiras e outros patrimônios culturais ligados à geodiversidade. Um dos destaques da visita foi conhecer a formação rochosa que serve como reservatório da água do Sistema Aquífero Guarani.

Pesquisadores observam afloramento de rochas areníticas da Formação Botucatu, onde os poros existentes no arenito servem como reservatório para a água do Sistema Aquífero Guarani, que abastece diversas cidades no estado de São Paulo. Foto: Kolya AA 2019.
Pesquisadores observam afloramento de rochas areniticas da Formação Botucatu, onde os poros existentes no arenito servem como reservatório para a água do Sistema Aquífero Guarani, que abastece diversas cidades no estado de São Paulo. Foto: Kolya AA 2019.

A partir da visita, todo o grupo pode compreender melhor a relevância do geopatrimônio da região da Bacia do Corumbataí. Dessa forma, foi concluído que o território do Projeto Geopark é representativo da Geodiversidade do contexto regional.

Para mais fotos do Projeto Geopark Corumbataí, acesse nosso Instagram: @geopark_corumbatai

Unesp realiza aula de campo na Serra do Itaqueri

Foto: Kolya AA 2019.

Graças ao potencial educativo da Serra do Itaqueri, o local foi escolhido para receber uma aula de campo dos alunos de geologia da Unesp Rio Claro

Nesta quarta (08/05), cerca de 35 alunos da Unesp Rio Claro acordaram bem cedo para mais uma aula de campo. O destino da turma foi a Serra de Itaqueri, localizada entre os municípios de Ipeúna e Itirapina.

Informações da aula de Campo realizada. Organização: Kolya AA 2019.

O grupo percorreu um trajeto de 7,5 km incluindo subidas que somaram mais de 400 m! Durante o percurso, os estudantes encontraram exposições de rochas de 4 diferentes tipos. Entre as rochas identificadas, algumas foram formadas há mais de 200 milhões de anos e outras, mais recentes, há pouco mais de 50 milhões de anos.


Alunos fazem anotações na caderneta de campo e nos mapas. Foto: Kolya AA 2019.

A programação faz parte da disciplina Fotogeologia, do curso de Geologia da Universidade. O responsável pela disciplina é o Prof. Dr. José Eduardo Zaine, acompanhado pelo monitor geólogo Juan Navarro.

A atividade teve como objetivo, apresentar aos alunos noções introdutórias ao mapeamento de bacias geológicas sedimentares. Além disso, os estudantes puderam ter noções da história geológica de parte do estado de São Paulo.

Paisagem da trilha percorrida durante a aula de campo. Foto: Kolya AA 2019.
Paisagem da trilha percorrida durante a aula de campo. Foto: Kolya AA 2019.

A aula de campo recebeu apoio da Prefeitura Municipal de Ipeúna, da Cachoeira São José/Bar do Valentim e do Projeto Geopark Corumbataí, que disponibilizou um membro da equipe para acompanhar o percurso.

Fechamento da atividade no Bar do Valentim. Foto: Kolya AA 2019.

Estudantes de Biologia e Geografia do IF-SP visitam o Geopark Corumbataí

Foram visitados sítios geológicos que contam a história de 275 Milhões de anos da Terra, incluindo fósseis, cavidades naturais e relevos de tirar o fôlego.
Água cai sobre afloramento de arenito com estratificação cruzada, da Formação Botucatu, na região das Cuestas da Serra de Itaqueri. Foto: André Kolya.
Água cai sobre afloramento de arenito com estratificação cruzada, da Formação Botucatu, na região das Cuestas da Serra de Itaqueri. Foto: André Kolya.

Neste sábado, 07 de abril, um grupo do Instituto Federal (SP) chegou ao Geopark Corumbataí para uma visita de 2 dias. O grupo de 46 pessoas foi formado por estudantes de geografia, biologia, integrantes do GESMAR, EGRIC, Geopark Corumbataí e da Profa. Fabiana Souza Ferreira.

A professora escolheu visitar a região graças à diversidade de elementos geológicos presentes na Bacia do Corumbataí. Durante a excursão, o grupo visitou sítios geológicos nos municípios de Rio Claro, Ipeúna e Analândia.

Em Rio Claro foram visitadas rochas das Formações Irati e Corumbataí em pedreira da empresa Partecal. No local, o grupo encontrou fragmentos fósseis de répteis de cerca de 175 Milhões de anos!

Pedreira de calcário e argila da Partecal, onde o grupo encontrou e conheceu a relevância de fragmentos fósseis dos répteis Mesossaurídeos. Foto: André Kolya.
Pedreira de calcário e argila da Partecal, onde o grupo encontrou e conheceu a relevância de fragmentos fósseis dos répteis Mesossaurídeos. Foto: André Kolya.

Em seguida, a turma subiu, a pé, a Serra de Itaqueri! Durante o percurso puderam observar belas paisagens e afloramentos das Formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral. Na região das cuestas, alcançaram a zona de ocorrência de cavidades naturais.

Registro do momento único que é vivenciar a ambiente subterrâneo de uma cavidade natural. Foto: André Kolya.
Registro do momento único que é vivenciar a ambiente subterrâneo de uma cavidade natural. Foto: André Kolya.

No segundo dia de campo, será visitada a Toca do Índio, onde foram registradas diversas pinturas rupestres de grande relevância para a Arqueologia paulista.

Além do conteúdo geológico, a excursão também preparou o grupo de estudantes para os desafios do trabalho de campo.

Durante o campo, o grupo enfrentou desafios como trilhas íngremes, cavidades estreitas e muita chuva! Apesar disso, as dificuldades foram enfrentadas por toda a turma, com um grande exemplo de superação. Para tanto, foi fundamental a união, seja com uma mão amiga ou uma palavra de incentivo na hora de enfrentar os obstáculos.

A equipe do Projeto Geopark Corumbataí agradece a presença da turma do IF-SP! É sempre muito bom contar com a presença de uma turma animada e ansiosa por conhecer a nossa Geodiversidade.

Foto bônus: Tem coisa mais adorável que esses lindos morceguinhos? Foto: André Kolya.
Foto bônus: Tem coisa mais adorável que esses lindos morceguinhos? Foto: André Kolya.